O carvão mineral e o gás natural ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posições no consumo mundial de energia: o carvão mineral é responsável por aproximadamente 40% da geração de eletricidade e o gás natural , por cerca de 20% . Isso significa que mais da metade da energia elétrica produzida no planeta é obtida em usinas que utilizam carvão mineral ou gás natural como fonte primária de energia. Entre as fontes não renováveis de energia, o carvão mineral é a mais abundante, principalmente no Hemisfério Norte. Além disso, segundo estimativas, quando o petróleo se esgotar , as reservas de carvão ainda terão uma vida útil muito longa. Isso o torna substituto imediato do petróleo em situação de crise e aumento de preço. O uso do carvão mineral , porém, acarreta sérios prejuízos ambientais, pois sua estrutura molecular contém enorme quantidade de carbono e enxofre que, após a queima, são lançadas na atmosfera na forma de gás carbônico (CO2) , que agrava o efeito estufa , e de dióxido de enxofre (SO2) , o grande responsável pela chuva ácida. O carvão mineral é uma rocha metamórfica de origem sedimentar e não deve ser confundido com o vegetal , obtido da madeira carbonizada em fornos. No que se refere à sua utilização prática, o carvão mineral é muito mais eficiente , pois possui grande poder calorífero e sua queima libera muito mais energia que a do carvão vegetal, o que amplia suas possibilidades de utilização em atividades siderúrgicas e na produção de energia em usinas termelétricas. Além de constituir fontes de energia, o carvão mineral é importante matéria-prima da indústria de produtos químicos orgânicos, como piche, asfalto, corantes, plásticos , inseticidas, tintas e náilon , entre outros. Já o gás natural, além de ser mais barato e facilmente transportável em dutos, apresenta uma queima quase limpa, que polui muito pouco a atmosfera em comparação ao carvão e ao petróleo.

